• Tatiane Isaia

A exploração das culturas letradas na Educação Infantil e no Ensino Fundamental

A exploração das culturas letradas na Educação Infantil e no Ensino Fundamental, isto é, a ênfase no letramento no contexto da educação formal, implica reconhecermos quais práticas e proposições pedagógicas são favoráveis para a criação de “ambientes alfabetizadores”.


Sabemos que um verdadeiro “ambiente alfabetizador” consiste naquele espaço pedagógico, no qual os Planejamentos de Aula e o desenvolvimento de intervenções didáticas (como, por exemplo a exploração de Projetos de Trabalho), enfocando a criança como sujeito central do processo, segue, impreterivelmente, os seguintes preceitos:


  • permitem o contato e a exploração ativa dos diversos portadores de textos (livros, jornais, histórias em quadrinho, rótulos de produtos, etc);

  • possibilitam que as crianças possam interagir com adultos e/ou outras crianças já leitoras que realizem ações de leitura em voz alta dos diferentes registros da língua escrita que aparecessem nos diferentes portadores de texto (por exemplo, escutar uma história lida por um leitor). Além de escutar, poder participar da leitura, em determinados momentos, interpretando as imagens que aparecem no material;

  • criam estratégias que estimule as crianças a anteciparem o conteúdo de um texto, a partir inicialmente dos seus dados contextuais (relação contexto e texto) e, na medida do possível, também a partir dos dados textuais;

  • fomentam a participação das crianças em atos sociais de utilização funcional da escrita: escrever espontaneamente, sem ser punido pelos seus “erros”, ou ditar para um escriba um texto, um relato de um passeio, uma lista, etc;

  • proporcionam à criança ter a oportunidade de questionar e obter respostas, tanto dos adultos como de seus próprios companheiros, sobre questões que envolvam a língua escrita (por exemplo, o nome, a forma gráfica de uma letra ou as letras que compõem uma determinada palavra). Isto é, poder dialogar em sala de aula para melhor organizar seu pensamento;

  • fomentam a possibilidade da criança de imitar atos de leitura, de produzir suas próprias escritas, de antecipar o conteúdo de um texto, de confrontar hipóteses, etc;

  • proporcionam vivencias em contextos de escrever por si mesmo ou com a ajuda de um escriba: textos longos e significativos para poder reconhecer a diversidade de problemas a serem enfrentados para a produção de uma mensagem escrita. Problemas tais como: de graficação, de organização espacial, de ortografia, de pontuação, de seleção e organização lexical, de organização textual, etc.



REFERÊNCIA:

ISAIA, Tatiane Peixoto. A Interação Grupal entre pares e sua repercussão no processo de

construção da lecto-escrita. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal de Santa Maria. 2008. Disponível em: https://repositorio.ufsm.br/handle/1/6808

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