• Tatiane Peixoto Isaia

Duas dicas essenciais para elaborar Pareceres Descritivos na Educação Infantil

Atualizado: Jun 15

As vivências experimentadas pelas crianças, a partir dos Campos de Experiências nos possibilitam, como educadores, observar e presenciar as situações de aprendizagem delas, mostrando situações de desenvolvimento através de brincadeiras e jogos, da interação entre as crianças com elas mesmas e com os adultos. Situações que, consequentemente, acabam favorecendo o desenvolvimento integral das crianças.


Além do mais, as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil corroboram com a BNCC quando ressalta que: a avaliação na Educação Infantil não tem função de promover ou reter uma criança, mas sim, tem a função de ser um meio para se verificar e se registrar (por isso existe o Parecer Descritivo) todas as conquistas, os avanços, as possibilidades, as aprendizagens e os desenvolvimentos, observados na trajetória de cada Bebê e de cada Criança.


Nesta perspectiva, a seguir apresentamos 2 dicas fundamentais para serem utilizadas no processo de elaboração dos pareceres descritivos na Educação Infantil:


Dica 1


A primeira dica, é que no Parecer Descritivo das crianças da Educação Infantil, não devemos fazer relatos descritivos sobre o que a criança aprendeu ou não aprendeu em relação a conteúdos escolares (como normalmente acontece no EF), mas sim nos determos em apresentar, qualitativamente, os avanços (de aprendizagem e de desenvolvimento) que cada criança apresentou tendo em vista cada um dos Direitos de Aprendizagem e Desenvolvimento.


De acordo com a BNCC, a avaliação na Educação Infantil e, portanto o Parecer Descritivo, devem ser entendidos como um processo e um documento “[...] sem intenção de seleção, promoção ou classificação de crianças em ‘aptas’ e ‘não aptas’, ‘prontas’ ou ‘não prontas’, ‘maduras’ ou ‘imaturas’” (BNCC, p. 37).


Segundo Hoffmann (1993, p. 122), o Parecer Descritivo requer do professor o “exercício de atenção nas manifestações dos alunos (orais e escritas), exercício de descrever e refletir teoricamente sobre tais manifestações, de partir para encaminhamentos ao invés de permanecer nas constatações.”


Dica 2


A segunda dica, é elaborar o Parecer Descritivo cotidianamente por meio da escuta e do olhar sensível e reflexivo sobre a criança. Sendo um documento formal que propicia uma verdadeira aproximação entre professor e cada uma das crianças que fazem parte da sua turma, levando, consequentemente, o educador a ser mais curioso sobre as ações e os pensamentos de cada um de seus educandos.


Tarefa desafiadora ao educador e que exige (re)organização e reflexão a partir do entendimento da avaliação em uma perspectiva formativa; isto é: emancipatória.


Logo, nessa perspectiva:


[...] o professor assume o papel de investigador, de esclarecedor, de organizador de experiências significativas de aprendizagens. Seu compromisso é o de agir refletidamente, criando e recriando alternativas pedagógicas adequadas a partir da melhor observação e conhecimento de cada um dos alunos (HOFFMANN, 2001, p.22).


Portanto, o professor desempenha o papel de um mediador que, diante de constatações feitas por intermédio da avaliação, propõe novas descobertas às crianças, no sentido de apoiá-las, acompanhá-las e fornecer-lhes as aprendizagens. Todo esse processo de observação, conhecimento e reflexão do desenvolvimento e da aprendizagem de um dado sujeito escolar é que gera seu Parecer Descritivo.


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